Peter Drucker | O homem que inventou a gestão
Enviado em 9 de Abril de 2010
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Peter Drucker nasceu na Áustria, em 19 de novembro de 1909, e passou boa parte de seus 96 anos de vida tentando entender a gestão das organizações. Nos últimos anos, houve rumores de que esse ou aquele autor estava trabalhando em uma biografia de Drucker a ser publicada em 2009, marcando o centenário de seu nascimento. Tal livro ainda não existe, o que é lamentável. O “homem que inventou a gestão” merece um relato completo, bem informado e crítico de sua vida e obra. Até que se escreva esse livro, devemos nos satisfazer com duas novas obras sobre Drucker que podem ser consideradas prelúdios a uma biografia. O primeiro é Living in More Than One World: How Peter Drucker’s Wisdom Can Inspire and Transform Your Life (em tradução livre: Vivendo em Mais de Um Mundo: Como a Sabedoria de Peter Drucker Pode Inspirar e Transformar Sua Vida), de Bruce Rosenstein, que relata de modo tocante como o autor aplicou lições da vida e dos escritos de Drucker em épocas difíceis da vida. Apesar do foco limitado, a obra ganha veemência pelo fato de Rosenstein ter passado muito tempo com Drucker durante os últimos 12 anos de vida do mestre. O outro livro, Inside Drucker’s Brain (algo como Dentro do Cérebro de Drucker), de Jeffrey A. Krames, é um proveitoso destilado do pensamento de Drucker. Como no livro de Rosenstein, o conteúdo provém de entrevistas com o pensador e soa mais como uma (muito merecida) homenagem do que como biografia crítica. Uma biografia de Drucker formal, analítica e sentimentalmente neutra seria tarefa complicada devido à grande amplitude dos interesses de um autor, que impossibilita a categorização de seu trabalho e dificulta uma avaliação global de sua contribuição. Ele escreveu de forma criativa a respeito de uma vasta gama de assuntos, entre eles economia, tecnologia, história, política, demografia e até mesmo arte asiática. Não era um pensador sistemático, que propunha uma mensagem única (na famosa definição do filósofo Isaiah Berlin, Drucker era uma “raposa” com muitas ideias e não um “ouriço” com uma grande ideia). Escrevia com desembaraço sobre todos os aspectos da corporação, destrinchando as complexas inter-relações entre funções como planejamento, estratégia, marketing, estrutura, relações trabalhistas, avaliação de desempenho e liderança. “Meu ponto principal”, escreveu Drucker, “é que a organização é um fenômeno humano, social, e, principalmente, moral.” Nesses termos, enfatizou em seus escritos não o poder dos executivos, mas sim suas responsabilidades.