Em carteira 6 mil vagões de carga
Enviado em 22 de Abril de 2010
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Renascida nos anos 2000, a indústria de vagões de carga teve seu pior ano em 2009. Altamente dependentes do setor de mineração, as vendas caíram 80%, e das quatro fábricas do ramo instaladas no país, duas suspenderam a produção. Com cerca de 70% do mercado - todo abastecido pela indústria local - a Amsted-Maxion vendeu 570 vagões em 2009, frente a 4,3 mil em 2008. Mas já tem em carteira encomendas de 6 mil carros. A Usiminas Mecânica, uma das que suspendeu a produção comercial no ano passado, voltará à ativa e investir R$ 50 milhões para dobrar sua capacidade de produção, de 60 para 100 vagões/mês. Na sua projeção, até 2016 o país vai demandar 25 mil vagões de carga. Com uma capacidade instalada de grandes dimensões - sua unidade em Hortolândia tem 1 milhão de metros quadrados, projetados para produzir 10 mil vagões ao ano -, a Maxion passou por um ajuste difícil no ano passado. Fechou uma fundição em Osasco (SP) e fez cortes nas suas duas outras unidades. De 4,5 mil funcionários, o quadro caiu para 1,9 mil empregados. Mas a Amsted-Maxion já voltou a contratar e está com 2,3 mil, diz seu presidente, Ricardo Chuahy. A partir de meados do ano passado as encomendas voltaram, em parte animadas pela perspectiva de superação da crise, em parte pela política anticíclica do governo - o BNDES baixou sua taxa de juros do Finame, para bens de capital, para 4,5% ao ano. A crise não suspendeu as encomendas, apenas as diluiu no tempo afirma Chuahy.