Hidrelétrica de Santo Antônio | Energia em 2012
Enviado em 12 de Julho de 2010
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O dia mal começou e milhares de trabalhadores já estão a todo vapor na imensa cratera aberta para a construção da Hidrelétrica de Santo Antônio - a primeira do Complexo do Rio Madeira. Até às 16 horas, quando encerram o expediente, uma longa lista de tarefas terá de ser cumprida por eles. Alguns pilotam caminhões e máquinas ultramodernas. Outros passam o dia como um “homem aranha”, pendurado em ferros e barras de concreto. Enquanto descansam para repetir a mesma rotina no dia seguinte, uma outra turma continua o trabalho das 18 horas às 2 horas da madrugada. Esse ritmo acelerado já garantiu um recorde na construção da usina. Em apenas 18 meses, quase 30% das obras civis da hidrelétrica já estão concluídas e 5,58% da montagem. Nesse compasso, a usina estará gerando seus primeiros megawatts (MW) de energia já no fim do ano que vem. Quando concluída, terá capacidade de 3.150 MW, energia suficiente para abastecer 10 milhões de residências. Até lá, no entanto, serão necessários remover mais 7,7 milhões de metros cúbicos (m³) de rocha e 17,4 milhões de m³ de terra. Para isso, o Consórcio Construtor de Santo Antônio, comandado pela Odebrecht, promove três desmontes diários. O gerente administrativo e financeiro da Odebrecht, Antônio Cardilli, conta que todo esse trabalho apenas foi possível com uma enorme preparação da empresa, que iniciou, em 2001, os estudos de viabilidade das usinas do Rio Madeira. Em 2007, o consórcio formado pela construtora arrematou a Hidrelétrica de Santo Antônio, mas deixou escapar a segunda usina, Jirau, para o grupo formado pela rival Camargo Corrêa.